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Obras Literárias

 

 

 

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Bola de fogo. Contos, 1ª edição, Sucesso Pocket, 2015.

Depois de ter publicado o romance Sangue verde, David Gonçalves escreveu uma porção de contos – minicontos, contos pequenos e um conto quase-novela [Um estranho prazer]. Neles, diversos temas: a chama da vida e como mantê-la, a condição humana, a subjugação social que os mais simples e desprotegidos são submetidos, enfim, as contradições humanas.  O enigma e o realismo fantástico estão presentes em boa parte dessas narrativas curtas. Há, inclusive, uma história de crimes e detetive, uma temática pouco explorada em suas criações... São histórias, antes de tudo, prazerosas, mas, em alguns casos, assustadoras.

 

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Sangue verde. Romance, 1ª edição, Sucesso Pocket, 2014.

Uma Amazônia com suas veias abertas, destruída, em nome do progresso – o gado, a soja e a busca do ouro. Romance de múltiplas personagens, Sangue verde revela um escritor audacioso em plena maturidade, capaz de sustentar, capítulo a capítulo, a veracidade do enredo e seu clímax comparável aos grandes romancistas. Ele vasculha e desnuda o Cerrado e a Amazônia, as regiões de nossas fronteiras agrícolas – esse vasto trecho do território nacional que estrangeiros palmilham, vasculham e cobiçam.

 

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Geração viva. Contos, 6ª edição, Sucesso Pocket, 2012.

É o registro de uma situação histórica vivida em nosso país; é o retrato doloroso e cruel de uma geração de seres humanos massacrados e explorados pelo sistema a que estão subordinados. Fiel às suas origens agrárias, à singeleza dos temas rurais e à certeza de que, no folclore e no popular, reside o melhor da literatura genuinamente nacional, David Gonçalves revela-se o autêntico contador de estórias e causos, mas com profundidade e densidade. Os boias-frias, nestes contos, vítimas de uma economia cruel, outrora pequenos agricultores, assalariados, parceiros ou arrendatários, são obrigados, face à capitalização e mecanização da agricultura, a perambular pelas fazendas em busca de trabalho; mal remunerados e num sistema subhumano de sobrevivência, moram nas cidades em precárias condições.

 

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Adorável Margarida e outras histórias de bichos. Contos, 1ª edição, Sucesso Pocket, 2002.

David Gonçalves recria nestes contos uma parte da arca de Noé. O conto “Admirável Margarida” conta a incrível história de uma cachorra de pêlos amarelos, que tem um gosto especial por bêbados e vagabundos. Há, também, como desfecho do livro, a fantástica história do galo de briga Bico de Ouro, talvez um dos melhores contos do autor. Em todas as narrativas o leitor se depara com uma linguagem simples, direta, denunciadora, mas cheia de ternura. Vibrante, profundamente humana, é uma coletânea para ser lida de um só fôlego por jovens e adultos. Há, como em outras obras do autor, uma preocupação com a condição do homem e as suas relações com os outros animais. Neste livro, os grandes personagens são os animais com sua visão de mundo.

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Até sangrar. Contos, 1ª edição, Sucesso Pocket, 2001.

 É uma coletânea de contos empolgantes, às vezes selvagens e absurdos. Com estilo denso e linguagem direta, David Gonçalves coloca em suas histórias uma rica experiência de vida. Profundamente humano e realista, Até sangrar focaliza assuntos de nosso tempo como sexo, ganância, tédio, velhice e solidão. Repletas de personagens reais facilmente encontrados pelas ruas, essas histórias marcam sobretudo a atualidade, pois temas abordados unem o regional ao universal. Com desfechos surpreendentes e linguagem forte, o leitor deve estar preparado para situações até mesmo constrangedoras. Não recomendável para crianças e adolescentes.

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O homem que só tinha segunda-feira. Contos, 2ª edição, Sucesso Pocket, 2000.

 É o terceiro livro de contos do autor. O leitor encontra o mesmo estilo tenso e dramático onde temas regionais e universais estão muito bem focados. Linguagem simples, direta, histórias descomplicadas e, por vezes, violentas e absurdas, David Gonçalves nos ensina grandes lições de vida, ao mesmo tempo, oferecendo-nos múltiplas denúncias. Mas, acima de tudo, uma crença inabalável no ser humano. Os contos “Estranhos caminhos de Rodoão”, “Orifícios do ofício” e “O homem que só tinha segunda-feira” são obras-primas do conto brasileiro. Pascoalino é a imagem do homem avarento, para quem a vida nunca terá fim. Por isso, se agarra ao trabalho e aos lucros, esquecendo-se de si mesmo e, principalmente, dos outros, que só tem serventia enquanto produtores de lucro. A história em si é um soco no escuro em pessoas que não sabem viver com plenitude e acabam sendo escravas de bens materiais.

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O campeão. Romance, 3ª edição, Sucesso Pocket, 2011.

Investiga a angústia existencial, a procura de caminhos, a perplexidade e os sonhos de um jovem adolescente. David Gonçalves, sempre preocupado com a terra e o homem, liga o protagonista à sua circunstância, traduzindo que o homem resulta do seu eu e dos elementos que o cercam: a família, a escola, os amigos, o universo social, as contradições da realidade. Tenso e dramático, lírico e humano, este romance revela facetas incríveis da vida juvenil do autor. Pode ser lido a partir dos doze anos. Três temas são explorados no livro: a ecologia, as condições sociais e a existência humana. Leitura agradável e rápida. Mais de cincoenta por cento dessa narrativa foi vivida pelo autor em sua adolescência.

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Terra braba. Romance, 17ª edição, Sucesso Pocket, 2015.

É um dos romances mais fortes que já se produziram no Paraná. Relata um episódio que envolve intriga, contrabando, boia-fria, amor, mistério e suspense. David Gonçalves denuncia o caos social deste país. Conseguiu neste breve romance, mais uma vez, dizer o que é o oeste e o norte do Paraná. Estudou a região, os habitantes, as contradições econômicas, políticas e sociais a fim de construir a trama deste livro. Terra braba conta a história de um viajante que vai de Cascavel a Londrina, de ônibus, mas que tem, ao seu lado, um companheiro estranho: leva uma criança ao colo e só deixa-a de lado quando a polícia invade o veículo para vistoriar um caso de roubo em Foz do Iguaçu. A coisa toda, porém, é muito mais terrível. O que era aquela criança, que não tuge nem muge durante o percurso todo? O mistério cresce, a construção do enigma é uma construção de linguagem. Simultaneamente, em contraponto, todo o universo que envolve cada passageiro daquele sertão – sertão que é soma de terra e homem, alegria e tragédia, bem e mal. Uma viagem que é uma travessia dentro da terra e dentro do homem.

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Águas de outono. Romance, 3ª edição, Sucesso Pocket, 2011.

Vinte anos foram necessários para amadurecer os assuntos deste belo e terrível romance. Nele, o autor discute temas verdadeiramente universais – a velhice, a existência humana, a morte, o sentido da vida, o descaso da sociedade com os velhos. Se em outras obras – O sol dos trópicos, Acima do chão e As flores que o chapadão não deu --, David Gonçalves investiga o boia-fria, o negro e os deserdados da fortuna, em Águas de outono é a condição humana. A partir de uma lenda indígena, que se encontra numa música caipira intitulada “Couro de boi”, de Teddy Vieira, o autor de “Menino da porteira”,  a narrativa trata das condições do homem na velhice. A narrativa se desenrola como se tivéssemos cartas que fossem baralhando; mas que, ao final, se encontram, ao se operar  o encaixe e o encontro dos naipes. Sem dúvida, trata-se de um dos melhores escritos de David Gonçalves – obra de um escritor maduro e cheia de sentidos.

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As flores que o chapadão não deu. Romance, 7ª edição, Sucesso Pocket, 2000.

É o primeiro livro do autor, escrito entre os dezoito e vinte anos. A terceira edição foi recolhida por ordem da polícia federal, e tendo ficado dezesseis anos no porão dos esquecidos, voltou ao público brasileiro, pois não era mais possível ignorar a produção desse brilhante escritor que investiga o boia-fria, o negro e os deserdados da fortuna. É um dos poucos livros na literatura brasileira que trata do racismo de forma fireta, sem subterfúgios. Uma obra que vai deixá-lo perplexo e amargurado, consciente de que muitas coisas precisam mudar. Permeado de suor, luta, amor e terra, As flores que o chapadão não deu é compromisso social, é o grito de liberdade de uma raça que vem sofrendo ao longo dos anos. Rosário, o personagem negro, faz parte do grupo de marginalizados que se vê acuado pelas forças sociais dominantes. A ele, tudo é negado, inclusive o amor. Porque é negro.

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O rei da estrada Romance, 3ª edição, Sucesso Pocket, 2010.

David Gonçalves estudou, durante quatro anos, a vida do camioneiro: suas angústias, seus amores e a grande luta para resistir à selvageria capitalista. Amor, contrabando, traição, hipocrisia – os ingredientes humanos e aventurosos que permeiam esta narrativa impressionante. Além disso, o autor pesquisou as legendas de caminhão e cada capítulo traz como subtítulo uma legenda. O rei da estrada descreve com carinho  realidade bruta a vida dos camioneiros, mostrando as dificuldades desses herois por estradas perigosas. Descreve a passagem do homem “produto do meio” para o homem disposto a interferir no meio. Grande parte dos camioneiros anda de um lado para outro cultivando uma falsa liberdade, pois não passa de produto de pouco valor. Partindo de uma forma simples,  a legenda de Chico Mineiro, que circula nos Estados de Minas Gerais e de Goiás desde o século XVIII, e aproveitada por Tonico e Tinoco  em seu repertório, David Gonçalves desenvolve a narrativa com novas nuances, atualizando essa forma simples. O homem, neste caso, sempre está à mercê das circunstâncias. Um belo romance onde o popular – as formas simples – é trabalhado com maestria.

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Os caçadores de aranhas. Romance, 3ª edição, Sucesso Pocket, 2010.

. Os meninos deste pequeno romance sobrevivem a um mundo opressivo e esmagador.  O mundo agrário descrito precede o êxodo rural; desnuda as grandezas e as misérias de pequenos agricultores que se transformaram em boias-frias. Os personagens estão à procura de novos caminhos; lutam contra o meio, buscam dar sentidos às suas vidas e dizem não à servidão. O que poderia ser apenas uma aventura, de repente se transforma numa obra rebelde e denunciadora. Aparentemente um livro juvenil, traz em seu bojo diversas denúncias sobre as condições socioeconômicas de nosso povo. Não é um livro aventuresco, como tantos que existem na literatura brasileira. Mas consistente, embora seja uma leitura rápida e agradável.

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Paixão cega. Romance, 3ª edição, Sucesso Pocket, 2010.

Estão nesta edição os romances Terra braba, Os caçadores de aranhas, O rei da estrada e Pó e sombra, anteriormente publicados em edição de bolso.

Paixão cega  -- A violência dos grandes centros urbanos migrando para o interior é o tema central deste romance. Os destinos dos três irmãos gêmeos são dissecados de maneira impiedosa.  E a luta entre o Bem e o Mal, na qual o Mal sobrevive incólume, dá o toque mágico da narrativa. Há, também, o desejo do crescimento material desenfreado em detrimento da felicidade, o uso da religião pos pastores incautos, o homem totalmente desprotegido diante das forças da violência. Sem dúvida, é um livro que trata de assuntos de nossos dias. O dinheiro, a fé e o amor são os produtos desta paixão cega. Diante da vida, os trigêmeos assumem papeis diferentes: Romão jamais desiste diante das circunstâncias, Turíbio desiste parcialmente e Isaías desiste totalmente. Todos são reféns de suas paixões.

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O sol dos trópicos. Romance, 3ª edição, Sucesso Pocket, 2010.

É um romance duro, trágico, intransigente e vigoroso. Aperta o cerco por todos os lados. Desilude. Deprime. Frustra. Eleva. Propõe mudanças. Destroi muros. Massacra a condição humana. Revela grandezas e misérias de nosso povo. Enfim, fala sobre todos nós. O leitor não consegue distinguir se é ficção ou realidade. Escrito no final do século XX, analisa e antecipa as duras realidades brasileiras. Um dos assuntos é o êxodo rural  -- a expulsão dos trabalhadores de suas terras, transformando-os em boias-frias e os abandonando nas periferias das cidades numa miséria absurda. Desnuda as estruturas de uma sociedade injusta e denuncia as contradições socioeconômicas. Tem sido apontada pela crítica especializada como a melhor obra do autor.

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O assassino da rua 1.500. Contos, 3ª edição, Sucesso Pocket, 2007.

 Histórias fantásticas, mágicas e realistas. Dois desses contos – “Natal na casa dos leprosos” e “Quarenta anos de velório” – são boas amostras do estilo de David Gonçalves. O simples fato de o morto continuar vivo durante quarenta anos, só em aparência, revela-se uma forma de se rir do inusitado da situação e de reforçar o teor da mensagem, uma vez que se trata de um riso que leva à reflexão. História rápidas, com linguagem simples e de finais surpreendentes, que instigam o leitor ao fantástico. É o segundo livro de contos do autor, onde se percebe nitidamente um estilo simples, direto e o domínio da estrutura do conto. “Por seus olhos” tem sido considerado pela crítica como um belo conto de claro enigma. O autor não se prende somente às  condições socioeconômicas das personagens, mas utiliza outros recursos, como o fantástico, o enigma, o ideológico e o erótico. Percebe-se que a maturidade do autor que irá desabrochar em “O Sol dos trópicos”, o grande romance épico, já está presente nos temas desses contos.

 

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Pó e sombra. Romance, 2ª edição, Sucesso Pocket, 2010.

 A história se passa na Baía da Babitonga, precisamente em Joinville, Vila da Glória e São Francisco do Sul. O álcool, as drogas e a decadência da família são os assuntos principais.

 “O que dizer da família? Uma vergonha! A raiz do problema se encontra exatamente na falência da família. O que aconteceu com o casamento? De primeiro, na sociedade sólida, casava-se e vivia-se até que a morte separasse. Os filhos cresciam numa base duradoura. Mas, agora, tudo se evapora nesta sociedade liquida. Os valores se diluíram. Quanto dura um casamento hoje? Dois anos? Cinco anos? Dez anos? Os filhos crescem sem os pais. O desamor impera. Mães vorazes por amantes; pais sedentos por aventuras intermináveis. Senhores, estamos colhendo o que plantamos. Alguém duvida? Por todos os lados, lama.”

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Acima do Chão. Romance, 3ª edição, Sucesso Pocket, 2011.

Estão nesta edição os romances O Campeão e Águas de Outono, anteriormente publicados em edição de bolso.

Acima do Chão -  Bem-vindo a um romance empolgante e, ao mesmo tempo, instigante. Estilo objetivo, conteúdo denso, Acima do chão é leitura de um só fôlego. Revela em cada página a paixão pela vida. Para Joãpó, apesar de todos os percalços, muitos sonhos parecem impossíveis, depois improváveis, finalmente inevitáveis. A realidade massacra e corrompe, mas a crença inabalável na realização progressiva do ser humano produz a grandeza de cada dia.

 

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Contos escolhidos. Contos, 1ª edição, Sucesso Pocket, 2003.

 Uma extraordinária seleção e apresentação organizada pelo ensaísta e poeta e crítico literário José Fernandes, reunindo o que há de melhor dos contos de David Gonçalves. José Fernandes fez uma trilha completa de sua obra contística, desde o primeiro conto editado - "Geração viva" - até os contos escritos recentemente. Segundo o crítico, "o realismo dos contos de David Gonçalves, muitas vezes, choca o leitor; mas se vivemos em uma sociedade em que o absurdo se transforma em ato corriqueiro e quotidiano, só a verdade crua e nua pode tocar as pessoas e fazê-las pensarem o mundo e a si mesmas no tempo e no espaço da história."

 

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A princesa e o anjo negro. Contos, 1ª edição, Sucesso Pocket, 2010.

 "Cansei-me de ouvir que o regionalismo está "morto", que se esgotou como fonte literária etc. Confesso que sou filho de Hugo de Carvalho Ramos, Simões Lopes, Valdomiro Silveira, Monteiro Lobato, Mário de Andrade, José Lins do Rego, Graciliano Ramos, João Guimarães Rosa, Bernardo Elis e outros. Nunca me subjuguei a modismo. Escrevo, enfim, sobre o homem da minha aldeia. Quadrínculo é o palco de todas as paixões possíveis. A realidade e o estranho se unem de uma forma única e grotesca. Este país rural, que passa hoje por uma revolução tecnológica, me encanta e, ao mesmo tempo, me deixa constrangido. O êxodo rural ainda não se findou e as periferias das grandes cidades estão cada vez mais inchadas e violentas. Escrevo, pois, sobre os deserdados da vida. Se o que faço é regionalismo, não sei. A riqueza e a miséria estão a olhos vistos, por todos os lados. Bem, a obra fala por si..." Nota do Autor.

 

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Fábulas de Sucesso. Contos, 2ª edição, Sucesso Pocket, 2006.

 Reúne contos que falam sobre a nova postura mental dos vencedores. Está na mesma concepção dos livros Marketing pessoal, A mágica do pensamento construtivo e Motivação: sem mágica, sem mistérios. Nessas histórias, o leitor encontrará uma crença inabalável no ser humano e perceberá o sentido maravilhoso da vida. Há um convite especial para participar do time "do mais", do grupo de pessoas que escolheu o crescimento pessoal, social e profissional - o time, enfim, que decidiu subir, prosperar e viver plenamente.